1 de abr. de 2011
31 de mar. de 2011
Kate Bush - Cloudbursting (uma abordagem ao trabalho de Wilhelm Reich sobre a modificação do tempo)
Kate Bush faz aqui uma pequena introdução ao trabalho do polémico psiquiatra e inventor austríaco Wilhelm Reich (a relação aparentemente incestuosa patente no vídeo não será muito descabida, já que se consta que o mesmo terá tido desejo pela própria mãe - que mais podemos esperar de um discípulo de Freud?) sobre o estudo do orgônio e as suas aplicações na manipulação do tempo; as suas ideias sobre o orgônio como fluído cósmico, o equivalente à actual matéria negra existente no universo, e principalmente a sua visão da sexualidade como um acto livre e do orgasmo como o regulador biológico da harmonia vital trouxeram-lhe inúmeros problemas, tendo mesmo sido preso - um ano depois viria a morrer na prisão. Todavia, diz-se que os seus estudos sobre a natureza viriam mais tarde a culminar nos projectos de modificação do tempo...
30 de mar. de 2011
Transformers The Dark of The Moon - o cinema e as teorias de conspiração!
Mais uma vez temos um exemplo do aproveitamento das teorias de conspiração para os guiões de Hollywood - neste caso o mito urbano que afirma que nunca fomos à Lua; há dois dias atrás estava a escutar o Coast to Coast e fiquei perplexa quando o anfitrião do programa, Ian Punnett, practicamente cortou um ouvinte do ar, quando este afirmava isso mesmo - houveram algumas missões nas quais os astronautas pisaram a Lua, mas outras existiram que foram consideradas uma fraude - e com o argumento incrível: "Amigo, o que me está a dizer está no trailer do Transformers 3!" E fim de conversa... Se isto acontece num programa de rádio considerado alternativo, não deveriamos ficar admirados sempre que a restante comunicação social descarte os relatos de avistamentos, adbuções, etc como produtos de imaginação fértil, como o resultado de tanta exposição a séries de TV e películas de Hollywood.
Já no distante ano de 1968, Carlos Cruz entrevistava Serafim Sebastião, testemunha do famoso avistamento do ovni na Base das Lajes, Ilha Terceira, e a dada altura sugeria que o mesmo teria fantasiado o evento, retirando a ideia de um programa de televisão que havia sido transmitido dois dias antes - perante esta afirmação, Serafim Sebastião terá dito simplesmente que a sua família não possuía televisão... Algo perfeitamente normal para 1968!
Este tema é bem mais complexo do que aparenta ser, merece uma reflexão: qual será o propósito final do bombardeamento constante de Hollywood relativo a temas ufológicos? Sim, porque não sejamos ingénuos, o cinema serve muitissimo bem como um modelador de comportamentos socialmente aceitáveis, fornecendo-nos um vasto sistema de crenças e padrões de conduta, conduzindo-nos para a assimilação de atitudes patentes em actores com os quais nos possamos identificar, ou aceitando implicitamente as ideias expostas por um determinado realizador... Neste contexto, que implicações estarão patentes nas mensagens de contactos extraterrestres, viagens no tempo, ou a existência de outros planetas habitados? Estará Hollywood a preparar-nos para a inevitável realidade do contacto com outros seres? Ou ao invés disso, será tudo isto parte de um programa levado a cabo com o intuíto de descredibilizar todo e qualquer indivíduo que afirme ver algo fora do vulgar? Sim, porque se prestarmos bem atenção, quase todas as teorias de conspiração que têm surgido têm o seu equivalente em alguma série televisiva ou filme de Hollywood - o que sugere que alguém está atento a estes fenómenos, a estes relatos, recolhe as ideias essenciais e posteriormente as encaminha para um guionista ou um realizador! Será esta ideia absurda? Por outro lado, se existir realmente uma mensagem oculta, qual será ela, exactamente? Qual será a natureza do contacto? Devemos temer essa experiência, como nos é sugerido no impressionante filme "The Fourth Kind" (ecoando ideias expressas por cientistas eminentes como Stephen Hawking), ou pelo contrário abraçar a experiência, ideia expressa no fantástico "Close Encounters of the Third Kind" de Steven Spielberg?


estelar.

Uma pequena curiosidade para terminar - interessante semelhança entre os objectos retratados na pintura mural do Mosteiro de Visoki Decani, no Kosovo, e as naves presentes no remake de Tim Burton de "Planet of the Apes".
Já no distante ano de 1968, Carlos Cruz entrevistava Serafim Sebastião, testemunha do famoso avistamento do ovni na Base das Lajes, Ilha Terceira, e a dada altura sugeria que o mesmo teria fantasiado o evento, retirando a ideia de um programa de televisão que havia sido transmitido dois dias antes - perante esta afirmação, Serafim Sebastião terá dito simplesmente que a sua família não possuía televisão... Algo perfeitamente normal para 1968!
Este tema é bem mais complexo do que aparenta ser, merece uma reflexão: qual será o propósito final do bombardeamento constante de Hollywood relativo a temas ufológicos? Sim, porque não sejamos ingénuos, o cinema serve muitissimo bem como um modelador de comportamentos socialmente aceitáveis, fornecendo-nos um vasto sistema de crenças e padrões de conduta, conduzindo-nos para a assimilação de atitudes patentes em actores com os quais nos possamos identificar, ou aceitando implicitamente as ideias expostas por um determinado realizador... Neste contexto, que implicações estarão patentes nas mensagens de contactos extraterrestres, viagens no tempo, ou a existência de outros planetas habitados? Estará Hollywood a preparar-nos para a inevitável realidade do contacto com outros seres? Ou ao invés disso, será tudo isto parte de um programa levado a cabo com o intuíto de descredibilizar todo e qualquer indivíduo que afirme ver algo fora do vulgar? Sim, porque se prestarmos bem atenção, quase todas as teorias de conspiração que têm surgido têm o seu equivalente em alguma série televisiva ou filme de Hollywood - o que sugere que alguém está atento a estes fenómenos, a estes relatos, recolhe as ideias essenciais e posteriormente as encaminha para um guionista ou um realizador! Será esta ideia absurda? Por outro lado, se existir realmente uma mensagem oculta, qual será ela, exactamente? Qual será a natureza do contacto? Devemos temer essa experiência, como nos é sugerido no impressionante filme "The Fourth Kind" (ecoando ideias expressas por cientistas eminentes como Stephen Hawking), ou pelo contrário abraçar a experiência, ideia expressa no fantástico "Close Encounters of the Third Kind" de Steven Spielberg?
Seguem alguns exemplos dessas coincidências, ou sincronicidades, sendo que os investigadores, ou contactados, não terão provávelmente recebido cheque algum relativo aos direitos de autor pela exploração das suas ideias...
David Icke foi a primeira pessoa a surgir com uma teoria de alienígenas reptilianos coexistindo lado a lado com a raça humana.
Série televisiva V, que retrata a chegada à Terra de naves de reptilianos alienígenas com a aparência de humanos, aparentemente com intenções benévolas que mais tarde se revelam ser verdadeiramente hostis.


David Icke foi a primeira pessoa a surgir com uma teoria de alienígenas reptilianos coexistindo lado a lado com a raça humana.Série televisiva V, que retrata a chegada à Terra de naves de reptilianos alienígenas com a aparência de humanos, aparentemente com intenções benévolas que mais tarde se revelam ser verdadeiramente hostis.

Alex Collier vem a público no início dos anos 90, afirmando ter tido contacto com seres da constelação
Andrómeda, humanóides
altos de pele
azul.

Diva, personagem de "Fifth Element" de Luc Besson.


William Henry traz-nos uma
abordagem ao tema da transfiguração de indivíduos tidos como "santos", sendo retratados na pintura surgindo de um aparente portal estelar.

Cenário de Stargate, série que passou recentemente na tv.
Uma pequena curiosidade para terminar - interessante semelhança entre os objectos retratados na pintura mural do Mosteiro de Visoki Decani, no Kosovo, e as naves presentes no remake de Tim Burton de "Planet of the Apes".
28 de mar. de 2011
Radioactividade oriunda do Japão chega a Portugal
Segundo um modelo de dispersão da nuvem radioactiva adiantado por uma agência de meteorologia francesa, a semana passada, a radioactividade estará a chegar por estes dias a Portugal; os principais jornais nacionais já se adiantaram a tentar apaziguar a população, afirmando que os elementos que constituem essa nuvem não trazem consequências de maior - se a nuvem ainda não chegou, em que factos se baseiam os mesmos para lançar a notícia? Mesmo que a curto prazo isso seja verdade, a longo prazo não possuímos sequer dados para poder especular nada... Afirmam também que as populações do Japão estão a voltar às suas casas, em zonas próximas da central - mais uma acha para contribuír para o "adormecimento" das pessoas! Muito pelo contrário, hoje assistimos à evaquação de habitantes, com especial incidência para crianças e grávidas, de um perímetro de 50 km da central de Fukushima - a Greenpeace entre outros alertou para níveis de radiação na água do mar junto à central, 1000 vezes mais elevados do que o normal!
link para o modelo de dispersão da radioactividade
http://www.irsn.fr/FR/popup/Pages/irsn-meteo-france_22mars.aspxAinda sobre o Japão, deixo aqui um trecho de uma possível previsão adiantada por Alex Collier relativamente a tecnologias de manipulação atmosférica (HAARP), numa conferência em 1995 - interessante, uma vez que ele havia já previsto o evento de Nova Iorque de 11 de Setembro, ao dizer numa outra conferência que a cidade de Nova Iorque seria oferecida em "sacrifício" por volta do ano 2000, num evento onde alguns edifícios se iriam desfazer em pó...
24 de mar. de 2011
John Rhodes no Coast to Coast, falando sobre reptilianos e bases subterrâneas
O criptozoólogo John Rhodes é considerado o maior pesquisador de assuntos relacionados com humanóides reptilianos; apresenta-nos uma visão muito concreta destes temas, sem os sensacionalismos mediáticos provocados pela relação entre os reptilianos e a classe governante - tem feito também uma vasta investigação sobre o tema das bases subterrâneas governamentais; também sobre a base de Dulce, inclusivé tendo aparecido no programa da série "Ufo Hunters" de Bill Birnes dedicado ao tema das bases subterrãneas. Este, para mim, é um dos programas mais interessantes do Coast to Coast que já ouvi...
Relatório da Human Rights Watch sobre o aumento do racismo em Itália
![]() |
| Protestantes junto ao coffee shop de Milão onde Abdul Guibre, um imigrante oriundo do Burkina Faso, foi espancado até à morte. |
O governo italiano não está a tomar quaisquer medidas para prevenir e reprimir a violência racista e xenófoba, afirmou a organização Human Rights Watch num relatório divulgado hoje. Os imigrantes e os italianos de origem estrangeira têm sido vítimas de ataques brutais em Itália nestes últimos anos. Este relatório de 71 páginas, "Everyday Intolerance, Racist and Xenophobic Violence in Italy", documenta a incapacidade do estado para tomar medidas eficazes contra crimes de ódio. As acusações legais relativamente a casos de violência racialmente motivada são raras, com os funcionários italianos subestimar a extensão do problema e a falharem na condenação destes ataques. A falta de capacidade e de treinamento por parte dos policiais italianos e a insuficiência na recolha destes dados estão na base deste problema. Ao mesmo tempo, a retórica do discurso político, as políticas governamentais e o impacto mediático que persistem em ligar os imigrantes com a criminalidade têm alimentado um clima de intolerância geral. "O governo gasta muito mais energia em culpar os imigrantes e os ciganos para os problemas da Itália do que em esforços para impedir os ataques violentos contra os mesmos", disse Judith Sunderland, pesquisadora da Human Rights Watch. "O governo fala agora de uma invasão alarmante, de proporções bíblicas, vinda do Norte de África!" - este é o exemplo mais recente do seu discurso retórico e irresponsável. Os funcionários do estado deveriam preocupar-se em proteger os imigrantes e ciganos de ataques racistas.
Em cidades um pouco por toda a Itália temos assistido a ataques e a actos de violência por parte da multidão e/ou individuais contra imigrantes, ciganos, e italianos de origem estrangeira. Multidões invadiram acampamentos de ciganos em Nápoles, em Maio de 2008; um grupo de trabalhadores imigrantes africanos temporários na Calábria foram agredidos em Janeiro de 2010. Cerca de 15 pessoas atacaram um bar Bengali em Roma, em Março de 2010. Autoridades italianas registaram 142 crimes de ódio nos primeiros nove meses de 2009, mas uma organização anti-racista italiana registou 398 ocorrências de tais crimes durante aproximadamente o mesmo período, com 186 agressões físicas (18 dos quais levaram à morte). Alguns ataques individuais incluem o assassinato em Setembro de 2008 de Abdoul Guiebre, um italiano oriundo do Burkina Faso, espancado até a morte nas ruas de Milão depois de um pequeno furto num café; o espancamento de um homem chinês em Outubro de 2008, enquanto esperava por um autocarro em Roma; e em Fevereiro de 2009 o ataque a um índio numa cidade nas proximidades de Roma, tendo ele sido espancado, encharcado com gasolina e incendiado.
A lei italiana prevê penas de prisão maior para crimes agravados por motivação racial; porém o estatuto de 1993 tem sido frequentemente interpretado pelo Ministério Público e pelos tribunais aplicando-se somente a casos nos quais o ódio racial se apresente como a única motivação, levando a que na prática muitos crimes racistas sejam processados como sendo crimes comuns. O estado processou o assassinato de Abdoul Guiebre como se tratasse de um crime comum, por exemplo, apesar dos insultos racistas proferidos pelos autores durante o ataque. Crimes motivados por ódio referente à orientação sexual e ao gênero não são sequer considerados.
A extrema violência contra os trabalhadores imigrantes sazonais africanos da Calábria, em Janeiro de 2010, incluindo tiroteios e três dias de violência por parte da multidão que deixaram pelo menos 11 imigrantes hospitalizados com ferimentos graves, não levaram a acusações e condenações por crimes raciais. Apenas três italianos foram julgados e condenados em conexão com a violência. Moradores e policiais também sofreram ferimentos, alguns deles causados por imigrantes durante as revoltas contra os ataques da multidão.
Autoridades italianas minimizaram a dimensão racista da violência em Rosarno, em consonância com uma tendência geral para classificar os crimes por motivação racial como sendo raros. O governo italiano não recolhe nem publica estatísticas sobre os relatórios crime ou processos judiciais. As autoridades apontam para o baixo número de queixas oficiais e para os escassos processos de violência racialmente motivada para argumentar que tal violência é rara, ignorando a subnotificação e o fracasso das autoridades para os identificar corretamente.
"O governo italiano gosta de fingir que a violência racista quase nunca acontece", diz Sunderland, "mas se você for um italiano de uma minoria étnica, um cigano, ou um imigrante, para si esta é uma realidade muito comum. Reconhecer a dimensão de um problema é uma condição necessária para o enfrentar."
Uma consequência do fracasso das autoridades em reconhecer esses crimes de ódio como um problema significativo é que os legisladores e os procuradores não recebem qualquer formação sistemática e especializada para identificar, investigar e punir a violência racista.
Os ciganos, a minoria mais acuada na Itália hoje, estão particularmente em risco de assédio e maus-tratos durante a desocupação de acampamentos por parte da polícia ou pelos Carabinieri, disse a Human Rights Watch. Alegações sérias de abuso por parte de agentes da lei não foram investigadas, e com a quase total impunidade face à violência por parte da multidão para com os acampamentos ciganos, muitos ciganos têm pouca ou nenhuma fé nas instituições públicas.
"Muitas pessoas, especialmente imigrantes ilegais e ciganos, têm muito receio de ir à polícia", diz Sunderland. "O governo tem de fazer muito mais para incentivar a denúncia e instaurar a confiança entre as comunidades mais vulneráveis."
O discurso político mediático que liga os imigrantes e ciganos ao crime tem alimentado um ambiente perigoso de intolerância por parte de um país que tem visto um aumento dramático na imigração ao longo dos últimos 10 anos.
Desde 2008, o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, em coligação com o partido abertamente anti-imigrante da Liga do Norte, adoptou decretos de emergência para a implementação de medidas fortes contra imigrantes ilegais e ciganos, e aprovou uma lei tornando ilegais a entrada e a permanência em Itália, um crime punível com uma multa pesada.
Este relatório da Human Rights Watch contém recomendações concretas para o governo italiano conseguir reforçar a sua resposta face à violência racista, incluindo:
* Condenar energicamente, ao mais alto nível, os crimes racistas e de violência xenófoba.
* A reforma do direito penal para garantir que a motivação de ódio possa ser aplicada mesmo quando os autores têm motivações diversas, e ampliando a lista das características protegidas para incluir uma orientação sexual e de identidade de gênero.
* Garantir a formação obrigatória para o pessoal da lei e do Ministério Público de modo a detectar, investigar e processar os crimes motivados, no todo ou em parte, por preconceito racial, étnico ou xenófobo.
* Recolher e publicar regularmente estatísticas completas sobre crimes de ódio.
A lei italiana prevê penas de prisão maior para crimes agravados por motivação racial; porém o estatuto de 1993 tem sido frequentemente interpretado pelo Ministério Público e pelos tribunais aplicando-se somente a casos nos quais o ódio racial se apresente como a única motivação, levando a que na prática muitos crimes racistas sejam processados como sendo crimes comuns. O estado processou o assassinato de Abdoul Guiebre como se tratasse de um crime comum, por exemplo, apesar dos insultos racistas proferidos pelos autores durante o ataque. Crimes motivados por ódio referente à orientação sexual e ao gênero não são sequer considerados.
A extrema violência contra os trabalhadores imigrantes sazonais africanos da Calábria, em Janeiro de 2010, incluindo tiroteios e três dias de violência por parte da multidão que deixaram pelo menos 11 imigrantes hospitalizados com ferimentos graves, não levaram a acusações e condenações por crimes raciais. Apenas três italianos foram julgados e condenados em conexão com a violência. Moradores e policiais também sofreram ferimentos, alguns deles causados por imigrantes durante as revoltas contra os ataques da multidão.
Autoridades italianas minimizaram a dimensão racista da violência em Rosarno, em consonância com uma tendência geral para classificar os crimes por motivação racial como sendo raros. O governo italiano não recolhe nem publica estatísticas sobre os relatórios crime ou processos judiciais. As autoridades apontam para o baixo número de queixas oficiais e para os escassos processos de violência racialmente motivada para argumentar que tal violência é rara, ignorando a subnotificação e o fracasso das autoridades para os identificar corretamente.
"O governo italiano gosta de fingir que a violência racista quase nunca acontece", diz Sunderland, "mas se você for um italiano de uma minoria étnica, um cigano, ou um imigrante, para si esta é uma realidade muito comum. Reconhecer a dimensão de um problema é uma condição necessária para o enfrentar."
Uma consequência do fracasso das autoridades em reconhecer esses crimes de ódio como um problema significativo é que os legisladores e os procuradores não recebem qualquer formação sistemática e especializada para identificar, investigar e punir a violência racista.
Os ciganos, a minoria mais acuada na Itália hoje, estão particularmente em risco de assédio e maus-tratos durante a desocupação de acampamentos por parte da polícia ou pelos Carabinieri, disse a Human Rights Watch. Alegações sérias de abuso por parte de agentes da lei não foram investigadas, e com a quase total impunidade face à violência por parte da multidão para com os acampamentos ciganos, muitos ciganos têm pouca ou nenhuma fé nas instituições públicas.
"Muitas pessoas, especialmente imigrantes ilegais e ciganos, têm muito receio de ir à polícia", diz Sunderland. "O governo tem de fazer muito mais para incentivar a denúncia e instaurar a confiança entre as comunidades mais vulneráveis."
O discurso político mediático que liga os imigrantes e ciganos ao crime tem alimentado um ambiente perigoso de intolerância por parte de um país que tem visto um aumento dramático na imigração ao longo dos últimos 10 anos.
Desde 2008, o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, em coligação com o partido abertamente anti-imigrante da Liga do Norte, adoptou decretos de emergência para a implementação de medidas fortes contra imigrantes ilegais e ciganos, e aprovou uma lei tornando ilegais a entrada e a permanência em Itália, um crime punível com uma multa pesada.
Este relatório da Human Rights Watch contém recomendações concretas para o governo italiano conseguir reforçar a sua resposta face à violência racista, incluindo:
* Condenar energicamente, ao mais alto nível, os crimes racistas e de violência xenófoba.
* A reforma do direito penal para garantir que a motivação de ódio possa ser aplicada mesmo quando os autores têm motivações diversas, e ampliando a lista das características protegidas para incluir uma orientação sexual e de identidade de gênero.
* Garantir a formação obrigatória para o pessoal da lei e do Ministério Público de modo a detectar, investigar e processar os crimes motivados, no todo ou em parte, por preconceito racial, étnico ou xenófobo.
* Recolher e publicar regularmente estatísticas completas sobre crimes de ódio.
link para a pagina da Wuman Rights Watch contendo o relatório original
http://www.hrw.org/en/news/2011/03/21/italy-act-swiftly-end-racist-violence?tr=y&auid=801432422 de mar. de 2011
19 de mar. de 2011
18 de mar. de 2011
17 de mar. de 2011
16 de mar. de 2011
Lua em perigeu no próximo Sábado,19-03-11
No próximo dia 19 de Março, a Lua estará no ponto mais próximo da Terra desde 1992, a cerca de 356,577 quilometros de distância (será 14% mais visível que o normal). A Nasa desaconselha o uso de binóculos para ver a Lua nessa noite, uma vez que ela vai apresentar uma luminosidade maior do que o habitual em cerca de 30%; a melhor forma de observar a Lua será através de telescópios, ou mesmo a olho nu (bom, e com sorte pode ser que dê para ver algum tipo de estrutura que supostamente não devessemos ver...). No passado ano de 1995, a fase do perigeu da Lua coincidiu com o tsunami da Indonésia; os profetas da desgraça já estão a prever todo o tipo de catástrofes para esse dia - espero que a única coisa notável que aconteça seja a visão de um nascer de Lua fabuloso - nunca consegui entender muito bem porque é que a Lua parece muito maior no momento em que surge no horizonte!
Assinar:
Postagens (Atom)







